Após abordagem da PM na Avenida Paulista, ambulante joga frutas no chão antes de apreensão: 'Tombei tudo para os clientes pegarem'

Ambulante legalizado joga no chão frutas que seriam apreendidas pela PM Um vendedor ambulante foi abordado por Policiais Militares nesta terça-feira (13), na ...

Após abordagem da PM na Avenida Paulista, ambulante joga frutas no chão antes de apreensão: 'Tombei tudo para os clientes pegarem'
Após abordagem da PM na Avenida Paulista, ambulante joga frutas no chão antes de apreensão: 'Tombei tudo para os clientes pegarem' (Foto: Reprodução)

Ambulante legalizado joga no chão frutas que seriam apreendidas pela PM Um vendedor ambulante foi abordado por Policiais Militares nesta terça-feira (13), na região da Avenida Paulista, e preferiu jogar as frutas no chão em vez de ter os produtos apreendidos. Depois de ter sido abordado pelos policiais, o ambulante Fernando de Souza Araújo, 45, gravou um vídeo antes de a Prefeitura chegar para levar os produtos. Pelas imagens, é possível ver a barraca de Fernando cercada por PMs: "O rapa [como são chamados os profissionais de fiscalização] apreendeu tudo hoje", diz ele. Ele contou ao g1 que funcionários da Prefeitura demoraram mais de uma hora para chegarem e apreenderem os produtos. Foi quando decidiu jogar as frutas no chão. "Tombei tudo para os clientes pegarem", disse. Nos vídeos, o vendedor incentiva as pessoas que passam pela Paulista e saem da estação Trianon-Masp do Metrô a pegar as frutas. "Pode pegar, pessoal, está na banguela. O rapa quer comer frutinha". Depois do anúncio, as pessoas pegaram e levaram algumas frutas que estavam no chão. Ao g1, a Prefeitura de São Paulo alega que o vendedor tem autorização apenas para um ponto de vendas na Alameda Santos e que a atuação na Avenida Paulista não está na regra (leia mais abaixo). O g1 procurou a Polícia Militar e aguarda posicionamento. Vendedor tem ponto legalizado na Alameda Santos De acordo com o ambulante, ele trabalha na região da Paulista há quase cinco anos e diz que nunca teve problema com policiais em patrulha. A autorização o liberava para fazer suas vendas nesta terça-feira (13). "Eu sou legalizado, eu pago o meu imposto", afirmou. Apesar disso, ele conta que dois PMs estavam em uma viatura de patrulhamento pela Paulista e decidiram abordá-lo. "Ele chegou falando 'perdeu tudo'. Eu mostrei a autorização e ele disse que não importava nada, que quem mandava ali era ele", conta. Segundo o homem, ele teve prejuízo de R$ 1,8 mil com os produtos perdidos e mais R$ 500 com a apreensão do carrinho que usa para vender as frutas. Ambulante foi abordado pela PM e decidiu jogar frutas no chão Reprodução Fernando tem autorização da prefeitura para trabalhar como ambulante em um ponto da Alameda Santos que fica próximo à região do metrô Trianon-Masp, onde ocorreu a abordagem. "Eu estava roubando um banco, pelo jeito. Era assalto a banco", brincou Fernando, em um dos vídeos, enquanto mostra o grupo com pelo menos nove policiais em volta da barraca. Além dos PMs, o vídeo mostra profissionais da prefeitura recolhendo as frutas restantes que ficaram no chão, enquanto o grupo de PMs preserva o local. O que diz a Prefeitura de São Paulo A Prefeitura alega que o ponto é exclusivo e específico e a venda na porta do Metrô na Avenida Paulista é irregular. Veja a nota na íntegra: "A Secretaria Municipal das Subprefeituras informa que o comerciante citado pela reportagem tem uma Portaria de Autorização emitida para a Alameda Santos, número 1.271, endereço escolhido como ponto de atuação. Pelas regras de licenciamento pelo “Tô Legal!”, o interessado não pode atuar fora do endereço solicitado para a emissão da autorização. Além disso, a mesma pessoa não pode emitir duas autorizações em locais diferentes para o mesmo dia e horário. A Portaria de Autorização é válida pelo período máximo de até 90 dias. Vale lembrar que a venda dos produtos está sujeita a leis municipais, estaduais e federais, com controle de higiene para comércio de alimentos e legislação de trânsito, por exemplo. A fiscalização é das Subprefeituras. Em caso de irregularidade, o comerciante poderá ter o material apreendido e a autorização cassada. O proprietário recebe um contra-lacre e, se não se tratar de produto ilícito, pode reaver o material na subprefeitura em até 30 dias, mediante apresentação da documentação exigida. Atualmente, estão ativos na cidade 1.369 Termos de Permissão de Uso (TPU) para ambulantes e 2.028 Portarias de Autorização de Comércio e Prestação de Serviços (PCS)."