Campinas adia em 1 ano entrega de piscinão e reajusta cronograma de obras contra enchentes
Obras de piscinão em Campinas estão 60% concluídas, segundo a prefeitura A Prefeitura de Campinas (SP) anunciou nesta quarta-feira (6) o adiamento na entrega...
Obras de piscinão em Campinas estão 60% concluídas, segundo a prefeitura A Prefeitura de Campinas (SP) anunciou nesta quarta-feira (6) o adiamento na entrega das obras de macrodrenagem para controle de enchentes na bacia do Ribeirão Anhumas, prorrogando o prazo de finalização de dois dos principais reservatórios, conhecidos como "piscinões". De acordo com a Secretaria de Infraestrutura, as intervenções, que visam reduzir os alagamentos em avenidas como a Orosimbo Maia e a Princesa D’Oeste, tiveram os prazos reprogramados devido a melhorias técnicas e desafios operacionais. Reservatório RP-1 (Proença): O prazo foi alterado de junho de 2026 para junho de 2027. Reservatório RS-1 (Praça da Ópera): A entrega passou de julho de 2027 para março de 2028. "A gente vai sofrer ainda mais um pouco com as enchentes do verão", disse o secretário de infraestrutura, Carlos José Barreiro. As obras fazem parte da etapa 1 do plano de macrodrenagem da bacia do Ribeirão Anhumas, com um investimento estimado em R$ 511 milhões. Os reservatórios funcionam armazenando o excesso de água em períodos de chuva intensa para evitar o transbordamento de córregos. Andamento das obras Obras do reservatório RP-1 (Proença), em Campinas (SP) onde ocorre a visita técnica nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026 Bárbara Camilotti/g1 O reservatório do Proença (RP-1), localizado na Praça de Esportes Paranapanema, tem cerca de 60% das obras executadas. Com capacidade para 120 milhões de litros, a estrutura teve um acréscimo de R$ 15,3 milhões no investimento para incorporar soluções adicionais de drenagem. "Essa obra tem a previsão inicial de R$ 205 milhões, que é o contrato, no preço quando ela foi assinada. Claro que tem reajustes anuais, mas esse valor é de R$ 15 milhões, que nós vamos fazer agora um aditivo para poder complementar essa travessia dessa macrodenagem", afirmou Barreiro. Segundo a Prefeitura, as obras apresentam avanços importantes nas frentes subterrâneas. Trechos de túneis foram totalmente escavados, como o segmento entre o poço 1 e a caixa de equilíbrio 2 (100%), além da ligação entre o poço 4 e o reservatório (100%). Outros trechos seguem em execução, como o túnel entre o poço 3 e a caixa de equilíbrio 3, com cerca de 90% concluído, e o segmento entre o poço 4 e a caixa de equilíbrio 4, ainda em fase inicial, com aproximadamente 12% executado. Também já foram concluídas estruturas fundamentais, como o anel de travamento, além de poços e caixas de equilíbrio, enquanto outras frentes seguem em andamento. Após a conclusão, a área será transformada em um espaço de lazer com campo de futebol. LEIA TAMBÉM: Plano antienchente: entenda nova proposta de Campinas que substitui 'piscinão da Norte-Sul' por reservatório subterrâneo As obras do reservatório da Praça da Ópera (RS-1), tiveram início em 2025 e seguem em andamento. A ampliação do prazo foi justificada pela necessidade de injeção de cimento para estabilizar túneis, realocação de postes, supressão vegetal e dificuldades na liberação de áreas para desvios do BRT e interdição da praça, em articulação com a Emdec. Também impactaram o andamento das obras a compatibilização com o funcionamento do Mercado Municipal, a não liberação do desvio do BRT e do fechamento da área da praça para início dos serviços, em articulação com a Emdec, além das etapas de supressão vegetal. Ajustes necessários para assegurar a segurança e a adequada execução do projeto, segundo a Prefeitura. As obras apresentam avanços importantes nas frentes subterrâneas. Trechos de túneis já foram totalmente escavados, como o segmento entre o poço 1 e a caixa de equilíbrio 2 (100%), além da ligação entre o poço 4 e o reservatório (100%). Piscinão da Norte-Sul O terceiro reservatório da etapa 1, o RP-4, será implantado na Praça Ralph Stettinger, região da avenida Princesa D’Oeste, com capacidade de armazenamento de 100 milhões de litros de água. Desde 2023, a intervenção recebia denúncias e contestações do MP, do Condema e de entidades da sociedade civil, por prever o corte de 348 árvores e por não considerar o atual cenário de "mudanças climáticas". A nova solução foi apresentada ao MP em audiência pública no dia 22 de setembro. O secretário de infraestrutura afirma que o projeto do reservatório reduz o impacto ambiental e não será mais a céu aberto e, sim, subterrâneo — veja detalhes do projeto clicando AQUI. A intervenção está em fase preparatória e será licitada. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.