Cantor que matou menino atropelado em rodovia celebrava réveillon entre familiares e não ingeriu bebida alcoólica, diz defesa

Motorista atinge mãe e filho de 6 anos no acostamento em Ribeirão Preto O cantor Gustavo Perissoto de Oliveira, de 25 anos, voltava de uma celebração de ré...

Cantor que matou menino atropelado em rodovia celebrava réveillon entre familiares e não ingeriu bebida alcoólica, diz defesa
Cantor que matou menino atropelado em rodovia celebrava réveillon entre familiares e não ingeriu bebida alcoólica, diz defesa (Foto: Reprodução)

Motorista atinge mãe e filho de 6 anos no acostamento em Ribeirão Preto O cantor Gustavo Perissoto de Oliveira, de 25 anos, voltava de uma celebração de réveillon com familiares quando atropelou e matou o menino Guilherme da Silva Maia, de 6 anos, no acostamento de uma rodovia em Ribeirão Preto (SP). No entanto, a defesa do cantor negou, em entrevista nesta quarta-feira (14) à EPTV, afiliada da TV Globo, que ele tenha ingerido bebida alcoólica durante essa confraternização. O veículo, que era alugado, também atingiu a mãe da criança, Eliene de Santana Maia, de 33 anos. A mulher já passou por duas cirurgias e deve passar pela terceira no Hospital das Clínicas (HC). Gustavo, por sua vez, é investigado em liberdade. "O Gustavo não bebeu. É um crime culposo que está sendo apurado. O Gustavo não se furtou de nenhuma responsabilidade perante ao delegado e da Justiça. Tem que ficar bem claro o seguinte: era réveillon, o Gustavo estava entre familiares, não bebeu bebida alcoólica em razão de estar dirigindo um carro alugado. Ele tinha plena ciência da sua responsabilidade. Naquela noite, vai dormir em um tio, também em Bonfim Paulista, e retorna junto do amigo para ir a um outro mercado, momento em que acontece o acidente", diz o advogado do cantor, João Pedro Damasceno. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp O atropelamento foi gravado por câmeras de segurança e ocorreu em um trecho de acesso à Rodovia José Fregonezi, no distrito de Bonfim Paulista, no dia 1º de janeiro. As imagens mostram o momento em que um carro saiu da pista e pegou mãe e filho pelas costas. Gustavo não parou para prestar socorro e se apresentou à polícia um dia depois do acidente, na tarde de 2 de janeiro. Em depoimento, ele alegou ter se distraído com a central multimídia do veículo em que estava. Marcelo Santos, frentista do posto de combustível vizinho ao local onde Eliene e o filho foram atropelados, afirma que clientes que estavam no estabelecimento tentaram alertar o motorista sobre o ocorrido, mas ele foi embora. A defesa nega que o cantor tenha fugido e ressalta que ele não percebeu que havia atingido as vítimas nem o alerta das testemunhas. "A questão do barulho, o Gustavo estava com o vidro fechado. Por mais que algumas pessoas poderiam ter gritado, ele estava olhando no retrovisor ao lado direito do carro. Outro ponto é de que Gustavo estava seguindo um amigo. [...] Uma pessoa que não viu o acidente, mas que comprova que Gustavo, em momento algum, furtou-se da responsabilidade criminal", afirma Damasceno. O cantor Gustavo Perissoto de Oliveira, suspeito de atropelar menino e mãe no acostamento em Ribeirão Preto Reprodução/EPTV LEIA TAMBÉM Atropelamento e morte de menino: frentista diz que testemunhas tentaram alertar cantor após colisão no acostamento 'Não tenho mais lágrimas para chorar', diz pai após morte de menino atropelado por motorista que fugiu em Ribeirão Preto Novas imagens, testemunhas e perícia: como ficam investigações após morte de menino atropelado por cantor O advogado cita, ainda, o fato de o motorista ter estacionado o carro em frente ao prédio onde mora. Segundo a defesa, isso mostra que Gustavo não teve a intenção de esconder o veículo. "Não fugiu do acidente. Ao contrário. Margeou as regiões de Bonfim Paulista atrás de um mercado e se dirigiram depois para Ribeirão Preto. Tanto é que a defesa, diligenciando o prédio do Gustavo, conseguiu imagens de que Gustavo para o carro na porta do prédio. Isso quer dizer que em momento algum ele quis ocultar o veículo." O cantor é investigado por homicídio culposo, que é quando a pessoa não tem a intenção de matar, mas foi liberado por falta de requisitos legais para uma eventual prisão. Guilherme da Silva Maia, de 6 anos, não resistiu aos ferimentos causados por atropelamento em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto, SP Arquivo pessoal Defesa diz que ofereceu ajuda financeira Ainda de acordo com Damasceno, a defesa de Gustavo entrou em contato com o advogado da família para oferecer ajuda financeira com os custos de remédios para a mulher e do velório do menino, mas não obteve retorno. À EPTV, a defesa da família informou que somente discutirá esse ponto durante o processo judicial. "O que passamos ao advogado da família foi medicamentos que a senhora Eliene pode estar precisando no momento, a questão do velório do menino Guilherme. Toda essa circunstância, algum custo que ele (Albertino, marido e pai das vítimas) esteja no momento, o Gustavo se propôs a ajudar", pontuou João Pedro Damasceno. Cinco dias após o acidente, Eliene gravou um vídeo para faar sobre os ferimentos (veja abaixo). "Fiz cirurgia no braço, fiz cirurgia na bacia, porque eu quebrei a bacia. Não sei se vou ter que fazer outra cirurgia. No pé esquerdo, fiz tomografia. Aí eu não sei se vai ter que fazer cirurgia." Ela se recupera no quarto do hospital e está com braços e pernas engessados, além de ter colocado pinos na bacia. Assista abaixo à reportagem completa: Defesa de motorista que matou criança em Bonfim Paulista, SP, fala pela primeira vez Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região