Carros dos anos 1960 encaram 5,6 mil km de estrada em expedição por Brasil, Argentina e Uruguai

Carros dos anos 1960 encaram 5,6 mil km de estrada em expedição Percorrer 5,6 mil quilômetros por estradas do Brasil, da Argentina e do Uruguai já seria desafia...

Carros dos anos 1960 encaram 5,6 mil km de estrada em expedição por Brasil, Argentina e Uruguai
Carros dos anos 1960 encaram 5,6 mil km de estrada em expedição por Brasil, Argentina e Uruguai (Foto: Reprodução)


Carros dos anos 1960 encaram 5,6 mil km de estrada em expedição Percorrer 5,6 mil quilômetros por estradas do Brasil, da Argentina e do Uruguai já seria desafiador com veículos modernos. Mas uma expedição de 23 pessoas tornou essa missão ainda mais inspiradora: eles viajaram em oito carros fabricados nos anos 1960 para participar de uma mostra no Hipódromo de San Isidro, na região de Buenos Aires, na Argentina. A frota de veículos clássicos foi composta por uma Vemaguet, seis modelos Belcar e um Puma, todos da marca DKW-Vemag, sendo o mais antigo deles fabricado no ano de 1963. Os viajantes saíram de Campinas (SP) no último dia 2, cruzaram a fronteira por meio de Foz do Iguaçu (PR) e chegaram até Buenos Aires para participar da AutoClásica 2026, evento reconhecido pela Federação Internacional de Veículos Antigos (FIVA). A mostra reuniu mais de 1,2 mil automóveis e motocicletas históricas entre os dias 9 e 12 de outubro. "É uma mostra de automóveis antigos clássicos, de várias décadas, muitos carros de competição, muitos carros usados. Vamos falar assim: são carros de família, mas carros clássicos. Ingleses, americanos, franceses, alemães e argentinos", contou o aposentado Mário Luiz Menezes, de 71 anos, que organizou a expedição e viajou com a família em um Belcar fabricado em 1967. Ele ainda disse que o convite partiu do Auto Union Clube da Argentina, que queria a participação de três dos veículos clássicos no evento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp À esquerda, Belcar de Marinho passa em frente ao Obelisco de Buenos Aires; à direita, expedição durante a viagem Arquivo pessoal Após o evento, a expedição pegou um buquebus (balsa) do terminal de Puerto Madero, em Buenos Aires, até a cidade de Colônia del Sacramento, no Uruguai. De lá, partiram até Chuí (RS) e, nesta quinta-feira (15), os viajantes pernoitaram em Canela (RS). A expectativa é que o grupo chegue a Campinas no domingo (18). Alguns dos participantes, amigos de Mário, irão até Belo Horizonte (MG). Considerando ida e volta, os carros clássicos terão percorrido cerca de 5,6 mil quilômetros. Desafios na estrada Grupo enfrentou percalços com manutenção dos veículos durante a viagem Arquivo pessoal A longa viagem não foi totalmente tranquila. Embora os veículos tenham passado por vistoria antes da expedição, alguns deles quebraram durante o trajeto. "É uma viagem de emoções ao alto o tempo todo", resumiu Mário. Um Belcar sofreu um travamento do motor e precisou ser guinchado. Outro imprevisto ocorreu com um Puma, que teve o eixo traseiro quebrado durante a viagem de ida. "Nós temos conhecidos lá e conseguimos um eixo traseiro. Desmontamos todo o periférico do eixo traseiro, sistema de freio, de cabos e barras tensoras. Substituímos o eixo traseiro desse Puma", detalhou o aposentado. Memória e paixão Expedição com 23 pessoas saiu de Campinas e passou por Argentina e Uruguai Arquivo pessoal Ao g1, Marinho, como é conhecido o aposentado, contou que a expedição teve um forte valor sentimental. Isso porque ele viajou com a esposa Andreia, de 50 anos, e com os filhos Renan e Andrei, de 30, e Clarissa, de 20. Além disso, o Belcar DKW em que eles estavam pertencia ao pai de Mário, que faleceu há 20 anos. "Era um carro muito conservadinho, muito legal, muito bonito do ponto de vista de um DKW, porque DKW nem é tão bonito assim", brincou. "É uma coisa fantástica, porque estou usando um veículo já antigo, que pertencia ao meu pai, eu estou com 70 e fazendo uma viagem com a família nele. A gente ter a confiança de conduzir um veículo desse por uma quilometragem tão longa é uma experiência fantástica", completou. Marinho relatou que durante toda a vida trabalhou executando obras e serviços de terraplenagem. Atualmente, a dedicação do aposentado aos veículos clássicos vai além das estradas e se estende a uma oficina, que atende exclusivamente modelos da marca DKW. "É uma oficina que eu toco muito mais com aquele ar de hobby. É mais do que um trabalho propriamente dito", disse. Marinho com família e amigos durante a mostra na Argentina; à direita, o Belcar da família Arquivo pessoal VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas