Em greve, professores da rede municipal de SP fazem ato por reajuste salarial

Greve de professores municipais em SP Abraão Cruz/TV Globo Professores da rede municipal da capital que estão em greve desde terça-feira (5) fizeram um ato e...

Em greve, professores da rede municipal de SP fazem ato por reajuste salarial
Em greve, professores da rede municipal de SP fazem ato por reajuste salarial (Foto: Reprodução)

Greve de professores municipais em SP Abraão Cruz/TV Globo Professores da rede municipal da capital que estão em greve desde terça-feira (5) fizeram um ato em frente à Câmara Municipal de São Paulo na tarde desta quarta (6). Os servidores pediram "reajuste digno, melhores condições de trabalho e concurso público". Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que apresentou proposta de aumento salarial de 3,51% para todos os servidores, "com base no IPC-FIPE acumulado entre abril de 2025 e março de 2026". No entanto, o Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep) não aceitou a quantia oferecida pela gestão de Ricardo Nunes (MDB) e anunciou que os servidores ficarão em greve ao menos até a próxima terça-feira (12), quando farão uma nova audiência pública para debater o reajuste. "A prefeitura está oferecendo 3,51% quando a inflação é de 3,94%. Os servidores reivindicam 9,3% que é o crescimento da receita prevista pelo orçamento municipal", afirmou o sindicato. Em relação à proposta de 3,51%, a prefeitura disse que "a medida representa impacto superior a R$ 1 bilhão por ano na folha de pagamento" (leia íntegra abaixo). Além da questão salarial, o sindicato também diz que a prefeitura está aumentando a quantidade de servidores sem concursos na Educação. "Antes, a lei dizia que era até 5%, e ele era obrigado a chamar concurso. Ele mudou para 20%. E agora aumentou para 30% no PL, para não precisar ter concursos. Professores contratados ("precários") não possuem carreira (evolução salarial) e tem muito mais chance de serem perseguidos em caso de mobilização sindical", apontou a classe. A gestão municipal informou que "ausências não justificadas serão descontadas, de acordo com a legislação" e que, "até o momento, 5% das unidades educacionais informaram não ter atendimento". O que diz a Prefeitura de SP Em nota, a prefeitura disse: "Com a aprovação da proposta, os servidores receberão, já em maio, reajustes resultantes da aplicação sucessiva de 2,55% (concedidos em 2025) e 2% previstos para 2026. Na área da Educação, parte dos profissionais terá aumento de 5,4% no piso inicial. Com isso, um professor em início de carreira, com jornada de 40 horas semanais, passará a receber R$ 5.831,88 — valor 13,7% acima do piso nacional da categoria para 2026. Desde 2021, a Prefeitura de São Paulo adota uma política contínua de valorização dos servidores, com revisão das remunerações iniciais de carreiras estratégicas e investimentos que já ultrapassam R$ 7 bilhões. No caso dos benefícios, os reajustes foram expressivos: o auxílio-refeição teve aumento de 50% e o vale-alimentação, de 96% no período. Cabe ressaltar que por determinação do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no dia 5 de maio de 2026, as Unidades Educacionais da Rede Municipal devem funcionar com, no mínimo, 70% dos professores, profissionais do Quadro de Apoio e supervisores das Diretorias Regionais de Educação (DREs)". Vídeos em alta no g1