Falso médico atendeu cerca de 150 pessoas no litoral de SP antes de ser preso

Wellington Augusto Mazini Silva foi preso após se passar por médico e realizar exames de ultrassom. Redes sociais e Reprodução/Unsplash O empresário Wellin...

Falso médico atendeu cerca de 150 pessoas no litoral de SP antes de ser preso
Falso médico atendeu cerca de 150 pessoas no litoral de SP antes de ser preso (Foto: Reprodução)

Wellington Augusto Mazini Silva foi preso após se passar por médico e realizar exames de ultrassom. Redes sociais e Reprodução/Unsplash O empresário Wellington Augusto Mazini Silva, preso por se passar por médico, realizou cerca de 150 exames de ultrassom durante o período em que atendeu em Cananéia, no litoral de São Paulo. Os procedimentos foram reagendados e serão feitos nesta semana, segundo a prefeitura. Wellington foi detido após usar o CRM de um médico, sócio em uma clínica de São Paulo, e realizar exames com equipamentos próprios na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Centro. Ao g1, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) informou que abriu sindicância para apurar o caso. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. A fraude foi descoberta quando o suspeito afirmou ter visto a vesícula de uma paciente que não possui o órgão. A mulher denunciou o caso ao diretor de Saúde do município, que acionou a polícia. Segundo a Prefeitura de Cananéia, os exames serão realizados nesta terça (13) e quarta-feira (14), sob supervisão e com equipamentos de um novo médico contratado pelo município. Até o momento, foram contabilizados cerca de 150 agendamentos. Ainda de acordo com a administração municipal, a atuação do falso profissional ocorreu na terça (6) e quarta-feira (7), quando teve a verdadeira identidade descoberta. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Investigação A Polícia Civil de Cananéia investiga se o empresário Wellington Augusto Mazini Silva tinha um “acordo prévio” com o verdadeiro médico. Conforme apurado pelo g1, o suspeito cursa Medicina e o profissional pelo qual ele se passava deverá ser ouvido pela polícia. A corporação informou que diversos pacientes já prestaram depoimento, mas outras pessoas ainda serão chamadas, incluindo o médico. Isso porque Wellington afirmou, de maneira informal, que receberia R$ 2 mil pela prestação do serviço. Wellington Augusto Mazini Silva foi preso por exercício ilegal da medicina em Cananéia Redes sociais Segundo a investigação, há suspeita de que o médico tenha enviado o empresário para se passar por ele e trabalhar em seu lugar em Cananéia. Por conta disso, o profissional será ouvido. Ele não foi indiciado, mas é considerado investigado. De acordo com a polícia, Wellington é estudante de Medicina e está no quinto ano da faculdade. Nas redes sociais, ele se apresentava como aluno da Universidade Nove de Julho (Uninove). O g1 tentou contato com a instituição, mas não obteve retorno. Wellington Augusto Mazini Silva foi preso por exercício ilegal da medicina em Cananéia Redes sociais Prisão e defesa O empresário foi autuado por exercício ilegal da medicina e falsidade ideológica, pois, além de se apresentar como outra pessoa, laudava com identidade falsa. Ele passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Conforme apurado pelo g1, Wellington foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Registro. Ao g1, o advogado Celino Barbosa de Souza Netto, que defende o suspeito, afirmou que vai recorrer da decisão que manteve a prisão do cliente e provará a inocência dele no decorrer do processo. O que diz a prefeitura? Em nota, a Prefeitura de Cananéia informou que ele atuou na UBS apenas por um dia. Segundo a administração municipal, o verdadeiro médico foi regularmente contratado pela empresa gestora do sistema municipal de saúde, com apresentação de toda a documentação exigida, incluindo CRM válido. “Contudo, quem compareceu à unidade para prestar o serviço foi outra pessoa, que se fez passar pelo profissional, utilizando documentos falsos apresentados a servidores municipais e à autoridade policial”, disse a administração. A prefeitura informou que identificou a fraude e garantiu que todas as providências já foram adotadas. Destacou que, embora a ultrassonografia seja um exame não invasivo e de baixo risco, sua realização sem habilitação legal representa uma grave violação ética e jurídica. A administração municipal acrescentou que todos os pacientes atendidos na terça-feira (6) estão sendo reconvocados para repetir os exames na próxima terça-feira, dia 13 de janeiro. “A Prefeitura de Cananéia lamenta o ocorrido, apresenta desculpas à população e informa que foi instaurada sindicância administrativa, em conjunto com a empresa gestora, para apurar responsabilidades, identificar falhas e fortalecer os mecanismos de controle, prevenção e governança”. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos