Interdição em obra de escola municipal impacta rotina de mais de 200 alunos em Guareí
Prefeitura avalia adiar volta às aulas para mais de 200 alunos em Guareí Uma interdição na obra da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) "Professor...
Prefeitura avalia adiar volta às aulas para mais de 200 alunos em Guareí Uma interdição na obra da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) "Professora Vânia Regina Vieira de Proença", situada no Centro de Guareí (SP), tem gerado impasse e impactado o início das aulas de 240 alunos matriculados na unidade de ensino. A volta às aulas no sistema municipal de ensino está programada para a segunda-feira (9) e, até o momento, não foi decidido de que forma os alunos iniciarão o calendário letivo. Segundo a diretoria da unidade, a escola foi fechada em 2024 para passar por reforma e, até o momento, não foi reaberta. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Por causa das obras, estudantes das 14 turmas já precisaram ser remanejados para outras unidades durante 2025. A previsão era de que o local fosse reaberto em janeiro deste ano, o que não aconteceu. Ao g1 e à TV TEM, o secretário de Educação, Danilo Domingues, afirma que a obra está paralisada além do prazo estipulado devido à uma denúncia enviada ao Ministério Público de São Paulo (MPSP). Os reparos da instituição estão em fase final, necessitando de troca de pilares, alisamento de pisos e instalação de calhas. "Estamos diante de uma obra complexa. Tínhamos questões a serem resolvidas com o MP e tivemos vários prazos que, quando arrumávamos uma irregularidade, surgia outra. Foram cinco prazos diferentes ao decorrer do ano. Foi um destrato com a empresa e o valor contratado estava sendo diluído em situações de irregularidades", pontua. Escola está sem receber alunos desde 2024 Milton Guimarães/TV TEM No portal da transparência do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), consta que a obra está dentro do prazo previsto. O projeto, contratado junto a uma empresa de engenharia, teve valor de R$ 329,5 mil. "Nós temos uma questão estrutural que estamos resolvendo. Os pilares de madeira estão podres, o piso não está alisado, há bolsões da água e as calhas precisam de alinhamento. A escola está para ser entregue", alega o secretário. De acordo com a pasta, houve problemas envolvendo a empresa terceirizada responsável pela obra e, por causa disso, o MP pediu ajustes em documentações e termos de referência. A Câmara Municipal abriu, em 30 de janeiro, uma Comissão Processante (CP) para solicitar urgência na finalização da obra. Em entrevista ao vivo à TV TEM, o secretário de Educação afirma que, por causa do estado em que a escola estava, as aulas precisaram ser suspensas, pois havia risco aos funcionários e estudantes. "São notificações que colocam em risco a situação dos estudantes. A situação não foi revertida pois tivemos que apurar todas as irregularidades e, já no ano passado, distribuímos os alunos em unidades diferentes", diz. EMEI Profª Vânia Regina, em Guareí (SP) Milton Guimarães/TV TEM Como solução, a Secretaria da Educação afirma que pretende conversar com os pais e responsáveis de alunos, nesta sexta-feira (6), para definir se as crianças aguardarão para iniciar as aulas na unidade ou se serão realocadas novamente para outras duas instituições de ensino para acompanharem o calendário letivo. A situação tem gerado desconforto nas famílias das crianças matriculadas na unidade. Thainá Santos, mãe de um estudante, afirma que soube da suspensão da data de retorno às aulas somente pelas redes sociais, em um comunicado publicado pela diretoria de ensino. "Eu fiz a matrícula em novembro e, desde lá, já me diziam que seria no prédio oficial da escola. Eu já sabia que elas estavam divididas no ano passado e não gostaria de colocar meu filho com crianças mais velhas. Chegou a segunda-feira (2) e eu vi a nota pelas redes sociais", descreve. Para a mãe, a solução de dividir as crianças em instituições distintas também não é adequada. Ela diz não ser justo com os alunos e os funcionários. "Eu, como mãe, não acho certo. As professoras já mudaram para cá e todo o material está na escola. As salas onde estão pretendendo realocar são pequenas e superlotadas. O lugar é apertado e causa ainda mais transtornos", alega. Obra em escola de Guareí (SP) não está totalmente finalizada Milton Guimarães/TV TEM Além dos problemas envolvendo a Emei, a transparência do TCE-SP também aponta que há uma escola municipal de Guareí cuja obra está paralisada. O contrato do empreendimento foi firmado em 2019, possui um orçamento aproximado de R$ 2,5 milhões e, segundo o secretário, é referente à escola "Ivo de Sillos", no bairro Floresta. "Inicialmente, tivemos três obras paralisadas relacionadas à Educação. A escola Ivo de Sillos é grande e está paralisada. Queremos destravar essa obra depois das inúmeras irregularidades apontadas e estamos aguardando a licitação para a nova empresa terceirizada assumir, mas não temos a dimensão de quando ela será entregue", pontua. O g1 entrou em contato com o Ministério Público, porém, não obteve retorno até a publicação desta reportagem. A produção da TV TEM também tenta contato com a empresa terceirizada responsável pelas obras. Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM