Moradores denunciam suspeita de falsificação de assinaturas em assembleia de condomínio no interior de SP
Moradores denunciam suspeita de falsificação de assinaturas em assembleia de condomínio em Araçatuba (SP) Arquivo pessoal Moradores de um condomínio em Ara...
Moradores denunciam suspeita de falsificação de assinaturas em assembleia de condomínio em Araçatuba (SP) Arquivo pessoal Moradores de um condomínio em Araçatuba (SP) denunciam a suspeita de falsificação de assinaturas em uma assembleia que determinou a implantação do sistema de energia fotovoltaica, com investimento de mais de R$ 200 mil. O delegado Pedro Paulo Negri, responsável pela investigação, confirmou ao g1 a instauração de um inquérito policial após os condôminos registrarem boletins de ocorrência. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp O condomínio, que é composto por 26 blocos e 832 apartamentos, fica no bairro Umuarama. Segundo os moradores, a principal suspeita é a síndica do local. Procurada pela reportagem, ela informou que o caso está em processo de investigação e que, no momento, não tem nada a declarar. A contadora Adriana Martins, de 55 anos, é proprietária de um dos apartamentos, mas não mora em Araçatuba. Como o imóvel dela está alugado, os demais moradores estranharam ao ver a assinatura dela no documento., LEIA TAMBÉM Dupla é presa suspeita de contrabandear mais de 500 ampolas de remédios emagrecedores em rodovia no interior de SP Quadrilha suspeita de aplicar golpe do 'falso prêmio' é localizada pela polícia após idoso do interior de SP perder R$ 10 mil Inquérito policial vai apurar atropelamento e possível omissão de socorro em caso de mulher declarada morta por engano em Bauru Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Uma moradora do condomínio viu o meu nome escrito e sabia que eu não moro em Araçatuba. Ela me perguntou se eu estava na cidade e se eu tinha ido na assembleia. Quando fiquei sabendo, me orientei com um advogado da minha família e fiz o boletim de ocorrência", conta. Em seguida, Adriana foi procurada pela síndica por meio de um aplicativo de conversas. "Ela entrou em contato comigo após ter recebido uma intimação. O caso chama atenção, pois ela colocou em duas assembleias seguidas para votação, pois, na primeira, votamos contra e, em menos de um mês, ela solicitou outra assembleia", lembra. A contadora explica que, após a assembleia, o sistema de energia fotovoltaica começou a ser instalado no condomínio, mas o serviço foi paralisado depois que os moradores questionaram a síndica. "Eu acredito que temos dois problemas: um é o valor desse equipamento, porque sairá do condomínio e nosso caixa sempre foi bem problemático. A segunda é a desvalorização do condomínio com a exposição desta má administração", finaliza. Moradores denunciam suspeita de falsificação de assinaturas em assembleia de condomínio em Araçatuba (SP) Arquivo pessoal Indícios O advogado Edpo Carlos da Silva, que representa os moradores, revelou que ao menos dez pessoas procuraram a polícia para denunciar o caso. Ainda segundo ele, os indícios do crime estão evidentes. "Diante desse fato, iniciou-se uma análise nas listas de chamada, nas quais se observou que diversos nomes apresentavam caligrafias idênticas (mesmo punho escrivão). A fraude foi confirmada após consultas a outros moradores, que negaram categoricamente a presença no ato", comenta. Moradores denunciam suspeita de falsificação de assinaturas em assembleia de condomínio em Araçatuba (SP) Arquivo pessoal Outro ponto questionado pelos condôminos foi a realização das assembleias. "As assembleias ocorreram de forma mista e com vícios procedimentais. A primeira foi realizada online, mas contou com a instalação irregular de uma urna física na central de encomendas para coleta de votos, sem que houvesse previsão legal ou editalícia para tal modalidade. A segunda assembleia previa exclusivamente a votação presencial, o que torna as assinaturas falsas ainda mais graves, dada a ausência física de alguns dos moradores", explica Edpo. O advogado afirma que, após ser questionada pelos moradores, a síndica assumiu a responsabilidade pelo ocorrido. "Atualmente, a síndica admite a prática e pede desculpas por ter assinado em nome dos proprietários. Sua defesa baseia-se na tese de que a conduta não gerou prejuízos financeiros a terceiros, alegando que o dano teria sido restrito à sua própria imagem. O inquérito visa materializar a autoria do crime, sendo que a confissão da síndica e o resultado da perícia servirão de base para a denúncia pelo Ministério Público (MP). No âmbito cível, essas provas serão utilizadas para a anulação judicial das assembleias e a destituição da gestora por falta de probidade", finaliza. Se a suspeita for confirmada ao longo das investigações policiais, a síndica poderá responder pelo crime de falsidade ideológica, cuja pena para documentos particulares é de um a três anos de reclusão e multa. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM