Nos palcos, prêmios e plataformas: mulheres assumem protagonismo no hip-hop
Awê Festival destaca artistas femininas e reforça representatividade em Rio Preto Nos palcos dos principais festivais do país, nos prêmios da música, nas p...
Awê Festival destaca artistas femininas e reforça representatividade em Rio Preto Nos palcos dos principais festivais do país, nos prêmios da música, nas passarelas e nas plataformas de streaming: as mulheres estão ganhando cada vez mais espaço na cultura hip-hop. Apesar de ser uma cultura que, por muito tempo, foi predominada por homens, as mulheres chegam com perspectivas próprias. 💅 Festivais como o AWÊ, que chega à terceira edição em São José do Rio Preto (SP), mostram que a terra do sertanejo também respira cultura urbana e protagonismo feminino. A rapper Budah dividirá o palco com mais outras duas potências da cena: MC Luana e Duquesa. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Em entrevista à TV TEM, a artista fala sobre a importância de grandes festivais abraçarem as mulheres. “O público entendeu um pouco da qualidade que a gente sempre entregou e aí eu não sei por que demorou tanto tempo para isso acontecer, mas feliz que tenha acontecido. Acho que precisa melhorar muita coisa, mas acho que hoje a gente consegue ver muitas meninas conseguindo realizar os seus sonhos com a música, sabe?”, revela Budah. Budah Divulgação Breaking Carol Cof que é dançarina e arte-educadora de São José do Rio Preto, conheceu o hip-hop por meio de um projeto social e, desde então, nunca mais saiu desse universo. No breaking, um dos elementos da cultura, ela encontrou trabalho, expressão e transformação social. "Eu acho que o hip-hop, a cultura, a dança me deu perspectiva mesmo, perspectiva onde eu não tinha. Eu, por ser uma mulher negra, periférica, que muitas vezes não tinha nem motivos para sonhar, né, então a cultura, a dança veio e me mostrou, não, você pode, você tem talento, você tem beleza, você tem atitude, você tem poder. Então ocupar esses espaços é muito importante, tem sido muito especial", explica Carol. Carol Cof que é dançarina e arte-educadora de São José do Rio Preto (SP) TV TEM/Reprodução Trancista e rapper Foi o hip-hop que uniu Carol à trancista Pamela Mesquita e também ao rap. Nas batalhas e nas rimas, Pamela virou a "Sweet Pan", nome da rapper. Para alguns, exagerada nas cores, no visual, nas unhas, no cabelo e na rima. Para ela, tudo isso é identidade, força e referência. Essa estética também é parte da narrativa. Pamela aprendeu o trabalho das tranças em casa, com a mãe e com a família. É maquiadora, trabalha com moda e defende essa linguagem visual das mulheres no hip-hop. “Quando eu passei a fazer mais parte desse movimento, a estar nos eventos, a estar com pessoas que também faziam parte, eu me identifiquei, eu me descobri e me achei. Falei, nossa, aqui tá a minha galera.”, conta Pamela. Pamela Mesquita de Rio Preto (SP) ou mais conhecida como Sweet Pan, que é trancista e rapper TV TEM/Reprodução Vitórias nas rimas Ter a vida transformada por meio da música: quem também carrega essa história é a DJ e MC Gabz. Vinda de uma realidade dura, marcada pela violência e desigualdade, encontrou no rap um caminho. Hoje, soma mais de 200 vitórias em batalhas de rima. O projeto social que Gabz participa ajuda outras crianças e também ensina sobre a cultura do hip-hop e isso, segundo ela, influencia para que elas se tornem adultos melhores. "Então eu acho que o rap transformou em mim a mulher que eu sou hoje para poder transformar meninas através do que eu sou, para elas serem o que elas querem ser também", comenta MC Gabz. DJ e MC Gabz que é de Rio Preto (SP) TV TEM/Reprodução Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba