Peixes são mortos com estilingue no interior de SP; prática é proibida e causa fraturas e hemorragias

Peixes são mortos com estilingue em Águas da Prata, SP Divulgação A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cesteb) confirmou que a morte de peixes no ...

Peixes são mortos com estilingue no interior de SP; prática é proibida e causa fraturas e hemorragias
Peixes são mortos com estilingue no interior de SP; prática é proibida e causa fraturas e hemorragias (Foto: Reprodução)

Peixes são mortos com estilingue em Águas da Prata, SP Divulgação A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cesteb) confirmou que a morte de peixes no Lago Vilela, em Águas da Prata (SP), está relacionada à prática de pesca ilegal com estilingue. A constatação foi feita após vistoria solicitada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Moradores e pescadores da região já haviam relatado a prática, que foi comprovada pelos técnicos. O método, além de proibido, causa graves ferimentos nos animais. Mais notícias da região: TRAGÉDIA: Menino de 8 anos morre prensado por carro após soltar freio de mão, diz padrasto FEMINICÍDIO: 'Foi destruindo ela aos poucos', diz filha de mulher assassinada pelo companheiro no trabalho CONCURSO: UFSCar abre concurso público com 261 vagas em cargos técnico-administrativos; veja edital Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como funciona a pesca com estilingue Diferente da pesca com anzol, que em alguns casos permite a soltura do peixe com chances de sobrevivência, o estilingue utiliza projéteis — como pedras ou esferas metálicas — que provocam traumatismos intensos, fraturas, perfuração de órgãos e hemorragias internas. Na maioria dos casos, os peixes atingidos conseguem fugir, mas agonizam e morrem posteriormente. Riscos ambientais Peixes mortos com estilingue em Águas da Prata, SP Divulgação A prática é considerada crime ambiental. A Lei nº 9.605/1998 proíbe métodos de captura que envolvam maus-tratos ou causem sofrimento desnecessário à fauna. Segundo especialistas, o uso de estilingue na pesca não é seletivo e pode atingir espécies protegidas ou em período de defeso, prejudicando o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. Além disso, representa risco à segurança de pessoas que frequentam o local. A prefeitura informou que vai reforçar a fiscalização no Lago Vilela e orientar a população sobre os impactos da prática ilegal. VÍDEOS DA EPTV: