Prefeitura de Caraguatatuba é condenada a pagar R$ 1 milhão por danos ambientais em aterro
Imagem do aterro, anexada ao processo e tirada em março de 2024, em Caraguatatuba Reprodução O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou a Prefeitu...
Imagem do aterro, anexada ao processo e tirada em março de 2024, em Caraguatatuba Reprodução O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou a Prefeitura de Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo, a pagar R$ 1 milhão por danos ambientais em uma área de transbordo e triagem no bairro Barranco Alto. A decisão desta terça-feira (3) é assinada pela juíza Denise Vieira Moreira, da 1ª Vara Cível de Caraguá. No documento, ela condena o município a "não operar esse aterro ou qualquer outro" e a "abster-se de depositar lixo ou qualquer resíduo, sem as licenças ambientais necessárias". Segundo o Ministério Público, a área de transbordo e triagem no bairro Barranco Alto funcionava como um lixão a céu aberto. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 A decisão também determina que a Prefeitura faça a "completa remoção dos resíduos depositados na ATT na Travessa João Pedro no prazo de 30 dias" e a "reparação integral dos danos ambientais verificados, no prazo de 180 dias". Por fim, a sentença condena o município ao pagamento de R$ 1 milhão por dano moral coletivo e ambiental, além de fixar uma multa diária de R$ 10 mil -- limitada a R$ 300 mil -- para o descumprimento das obrigações impostas. A Prefeitura de Caraguatatuba disse que o processo foi motivado por irregularidades ambientais praticadas na gestão municipal anterior e que está desmobilizando a área de transbordo, com a destinação correta dos materiais acumulados. A reportagem também procurou o ex-prefeito Aguilar Júnior (PL), que disse que o acúmulo indevido de resíduos se deve ao abandono do contrato pela empresa que fazia a triagem. O ex-prefeito disse ainda que, para resolver o problema, a Prefietura contratou um consórcio que ainda atua no município para recuperar a área. Imagem do aterro, anexada ao processo e tirada em março de 2024, em Caraguatatuba Reprodução Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina