Prefeitura de Itapetininga vai fornecer medicamentos à base de canabidiol para pacientes com prescrição médica; entenda
Caixas de medicamento à base de canabidiol Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo O projeto de lei que prevê o fornecimento de medicamentos à base de c...
Caixas de medicamento à base de canabidiol Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo O projeto de lei que prevê o fornecimento de medicamentos à base de canabidiol (CBD) pelo sistema público de saúde de Itapetininga (SP) foi aprovado pela Câmara Municipal e sancionado pelo prefeito Jeferson Brun (Republicanos) no dia 10 de abril. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Município. De acordo com o texto, o fornecimento será destinado exclusivamente ao tratamento de condições clínicas com respaldo científico para o uso da substância. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Entre os critérios estabelecidos pela nova lei está a exigência de que o paciente se enquadre na legislação estadual, que contempla, por exemplo, pessoas com crises epilépticas e convulsões de difícil controle. A lista de patologias, no entanto, poderá ser ampliada pelo próprio município. Veja mais detalhes abaixo: A política municipal deve observar, no mínimo, as diretrizes e patologias definidas pela legislação estadual, podendo ser ampliada pelo município; Os medicamentos devem possuir registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou autorização excepcional de importação; A entrega do medicamento deverá ser feita mediante a apresentação de documentos. Entre eles, estão a prescrição médica, um comprovante de residência em Itapetininga e laudos médicos que indiquem o uso do canabidiol. Pacientes enfrentam dificuldades para conseguir tratamento à base de canabidiol A lei deve entrar em vigor no prazo de seis meses após a sanção. Com a aprovação, a Secretaria Municipal de Saúde terá 30 dias, a partir da publicação, para instituir uma comissão técnica responsável por regulamentar e implantar as diretrizes para o uso do medicamento. Despesa mensal Thaís Araújo, moradora de Itapetininga, precisa dos remédios à base de canabidiol desde que sofreu um acidente que afetou algumas condições neurológicas, há oito meses. O pai dela, Edson, explica que a substância foi um "plano B" para o tratamento após o ocorrido. "Ela estava tomando quetiapina e não estava surtindo efeito. A Thaís apresentava muita ansiedade e inquietação. Um psiquiatra recomendou o canabidiol e, acompanhado de outros remédios, ela é outra pessoa desde então", comenta. LEIA TAMBÉM: Lei sobre políticas públicas para uso de canabidiol começa a valer em Pilar do Sul Faculdade recruta voluntários para pesquisa com canabidiol e THC em pacientes com Alzheimer Frio chegando: veja como doar agasalhos e cobertores na Campanha Inverno Solidário em Itapetininga Edson relata que, após conseguir a prescrição, enfrentou dificuldades para obter o medicamento adequado para a filha. Segundo ele, houve resistência por parte de médicos em indicar o uso do canabidiol. "O psiquiatra foi bem relutante por ser algo não totalmente comprovado pela ciência, ao menos naquela época. Depois de três consultas, entramos em um acordo e decidimos tentar. Não que fosse resolver o problema, mas foi uma tentativa que, no fim, acabou ajudando muito", pontua. Thaís passa pelo tratamento há oito meses Arquivo pessoal A família diz que apesar de ter condições financeiras para custear a despesa, o gasto é alto: cerca de R$ 1 mil para apenas 30 ml de canabidiol. "Geralmente, ele é vendido em frascos de 10 ml e 30 ml. Eu pego o maior porque, no final das contas, é mais econômico para nós, já que dura cerca de três meses. Hoje, a minha filha usa 14 gotas por dia, mas isso varia de pessoa para pessoa", explica. Edson comenta que já tentou o fornecimento do canabidiol por meio da legislação estadual e teve o pedido negado após 40 dias de espera. Ele confessa que não sabia da aprovação da lei municipal e, no futuro, pretende tentar novamente na esfera local. "Felizmente, nós temos condições de comprar. Mas, mais para frente, vou dar entrada sim. É um remédio que ajudou e muito a condição da minha filha", finaliza. Como conseguir a autorização Óleos de cannabis medicinal produzidos pelo laboratório industrial da Abrace Diogo Almeida O documento que permite importar produtos à base de cannabis deve ser emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e deve ser revalidado a cada dois anos. Para isso, basta apresentar a prescrição médica, indicando a quantidade importada nos postos da Anvisa (nos aeroportos e áreas de fronteiras). Apenas pacientes que possuem necessidade médica comprovada e imprescindível do produto podem ter a autorização. Ao todo, o processo demora cerca de 20 dias para ser concluído. Outras informações podem ser obtidas pelo site do Governo Federal. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM