Santos, SP, proíbe contratação em cargos públicos de condenados por crimes sexuais contra menores

Criança com mão no rosto Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo O prefeito Rogério Santos (Republicanos) sancionou o projeto proposto pelo vereador Rafa...

Santos, SP, proíbe contratação em cargos públicos de condenados por crimes sexuais contra menores
Santos, SP, proíbe contratação em cargos públicos de condenados por crimes sexuais contra menores (Foto: Reprodução)

Criança com mão no rosto Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo O prefeito Rogério Santos (Republicanos) sancionou o projeto proposto pelo vereador Rafael Pasquarelli (União) que proíbe a contratação de pessoas condenadas por crimes sexuais contra crianças e adolescentes para cargos públicos no município. A determinação passou a valer, nesta quinta-feira (9), para funções diretas e indiretas na administração. O projeto foi aprovado na Câmara Municipal em março deste ano, após duas discussões. O texto impede a nomeação ou contratação de pessoas com condenação definitiva [após o trânsito em julgado] pelos crimes sexuais contra vulnerável. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Entre eles, estão destacados os de abuso e estupro de menores, exploração sexual, pornografia infantil e aliciamento sexual. A medida, segundo o vereador, busca impedir o acesso de condenados ao público principalmente em hospitais, creches e escolas. “Ao proibir a contratação de condenados por tais crimes, estará se enviando uma mensagem clara de que não há espaço para a impunidade quando se trata de violação dos direitos de nossos menores, em nossa cidade”, justificou o vereador no projeto. Violência e abuso sexual infantil: veja os sinais e saiba como proteger as crianças Inicialmente, estava prevista que a proibição tivesse validade por 12 anos, a partir da sentença condenatória. Depois desse prazo, a contratação seria permitida, conforme o projeto. Também estava previsto o efeito retroativo para contratações vigentes. Estes trechos, porém, foram vetados pelo prefeito, pois violam a competência privativa da União ao estabelecerem o prazo da extinção da punibilidade para 12 anos, “extrapolando a esfera de competência legislativa municipal”. Aplicação Em nota, a Prefeitura de Santos disse que a nova legislação reforça o compromisso da administração com a proteção de crianças e adolescentes e com a integridade no serviço público. "A medida contribui para elevar ainda mais os critérios de ingresso e contratação, garantindo que os quadros da Administração estejam alinhados com princípios éticos e de responsabilidade social", disse. Em relação à aplicação, a prefeitura disse que a regulamentação será definida pelos órgãos competentes. De forma geral, a verificação deverá considerar a apresentação de certidões de antecedentes criminais, além de declarações formais no momento da posse ou contratação. "A iniciativa fortalece os controles internos e amplia a transparência, contribuindo para um ambiente institucional mais seguro e confiável para toda a população", finalizou. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos