Sônia Guajajara está internada no InCor, em SP, com suspeita de quadro infeccioso

Ministra Sônia Guajajara anuncia que deixará ministério para concorrer a deputada federal por SP Paula Paiva Paulo/g1 A ministra dos Povos Indígenas, Sônia...

Sônia Guajajara está internada no InCor, em SP, com suspeita de quadro infeccioso
Sônia Guajajara está internada no InCor, em SP, com suspeita de quadro infeccioso (Foto: Reprodução)

Ministra Sônia Guajajara anuncia que deixará ministério para concorrer a deputada federal por SP Paula Paiva Paulo/g1 A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara (PSOL), foi hospitalizada no sábado (21) no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCor-HCFMUSP), para investigação de um quadro infeccioso. A ministra foi internada após apresentar mal-estar, febre alta e dor abdominal. ATUALIZAÇÃO: com base em informações publicadas no perfil oficial da ministra no Instagram, o g1 noticiou inicialmente que ela estava internada na UTI. Por volta de 18h50, o hospital divulgou nota e afirmou que ela não está na UTI, e sim em um leito. (O texto foi atualizado às 18h52.) Em nota, o InCor informou que a febre foi controlada, e a ministra segue num leito aguardando a realização de novos exames. O quadro é considerado estável. Segundo nota publicada em suas redes sociais, a ministra, desde a admissão no hospital, apresenta evolução clínica favorável, com melhora dos sintomas e estabilidade dos sinais vitais. O atendimento está sendo conduzido pelo cardiologista Sérgio Timerman e pelo infectologista Rinaldo Focaccia Siciliano. Não foi divulgada previsão de alta médica. Candidata a deputada Sônia Guajajara deixará ministério para disputar reeleição como deputada federal por SP Na sexta-feira (20), Sônia informou que deixará o cargo de ministra para disputar a reeleição como deputada federal por São Paulo. Segundo ela, o último dia à frente da pasta deve ser 30 de março. Eloy Terena, secretário-executivo do ministério e número dois da pasta, deve assumir o cargo. Em entrevista, a ministra falou sobre sua gestão e sobre os desafios dos últimos três anos, como o enfrentamento com o movimento indígena “Eu acho que [o legado] é a retomada da demarcação das terras indígenas, a desintrusão de invasores dos territórios, mas eu acho que, sobretudo, é trazer a pauta indígena para a centralidade do debate público, para a centralidade da política pública”. Sônia afirmou ainda que, por vezes, não entendia a paralisação de demarcações, que tem como pano de fundo o impasse jurídico entre Supremo Tribunal Federal (STF) e Congresso. Enquanto os ministros do Supremo negaram por maioria o marco temporal, o Congresso aprovou a lei sobre o tema. O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) foi criado em janeiro de 2023, no começo do terceiro governo Lula (PT). O objetivo foi levar a questão indigenista ao primeiro escalão do Executivo, uma promessa do presidente, buscando garantir os direitos constitucionais de 1,7 milhão de pessoas e 305 etnias, assumindo a gestão direta de políticas de demarcação e a proteção de povos isolados. Sônia destacou um avanço que considerou significativo nas políticas territoriais, com a homologação de 20 terras indígenas nos últimos três anos. O balanço supera o total da década anterior, que registrou 11 homologações. Segundo o ministério, o cronograma de retomada teve início em 2023, com seis áreas oficializadas em abril daquele ano: Arara do Rio Amazônia (AC), Kariri Xocó (AL), Rio dos Índios (RS), Tremembé da Barra do Mandaú (CE), Uneiuxi (AM) e Ava Canoeiro (GO). Em setembro do mesmo ano, foram Rio Gregório (AC) e Acapuri de Cima (AM). Em 2024, o ministério afirma que as ações contemplaram as TIs Cacique Fontoura (MT) e Aldeia Velha (BA) em abril, além de Potiguara de Monte-Mor (PA), Morros dos Cavalos (SC) e Toldo Imbu (SC) em dezembro. Em 2025, o Ceará recebeu três novas áreas homologadas em agosto (Pitaguary, Lagoa Encantada e Tremembé de Queimadas), durante a 1ª Conferência Nacional das Mulheres Indígenas. Em novembro, durante a COP 30, em Belém, houve a homologação de quatro territórios: Kaxuyana-Tunayana (PA/AM), Parecis (MT), Uirapuru (MT) e Manoki (MT).