SP tem 197 shoppings, um para cada 225 mil habitantes, aponta censo; veja curiosidades

A nova cara da "praia" dos paulistanos O estado de São Paulo tem hoje 197 shoppings centers espalhados por 75 cidades. Os dados fazem parte de um censo divulga...

SP tem 197 shoppings, um para cada 225 mil habitantes, aponta censo; veja curiosidades
SP tem 197 shoppings, um para cada 225 mil habitantes, aponta censo; veja curiosidades (Foto: Reprodução)

A nova cara da "praia" dos paulistanos O estado de São Paulo tem hoje 197 shoppings centers espalhados por 75 cidades. Os dados fazem parte de um censo divulgado nesta quarta-feira (4) pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) e ajudam a dimensionar o peso desse tipo de empreendimento na rotina dos paulistas: há, em média, um shopping para cada 225 mil habitantes. O levantamento também aponta mudanças no perfil dos centros comerciais ao longo dos anos, com crescimento do setor de serviços e de entretenimento, que atualmente divide protagonismo com o varejo tradicional. Segundo o presidente da Abrasce, Glauco Humai, as compras ainda são o principal motivo que leva as pessoas aos shoppings, mas esse cenário vem mudando. A motivação principal ainda da ida ao shopping são as compras, com 49%, seguido de serviço, entretenimento e alimentação. Quando a gente soma esse bloco, ele é maior que compras: soma 51%. Então a gente pode dizer que existe uma procura muito grande dos paulistanos por outras questões que não apenas compras. Parte da vida Os shoppings fazem parte da vida do paulistano desde a década de 1960, quando o primeiro do Brasil foi inaugurado na capital, na Avenida Faria Lima. Por muitos anos, os corredores eram dominados por lojas de roupas, calçados, acessórios e eletrodomésticos. As exceções ficavam por conta dos cinemas e das praças de alimentação. De acordo com o censo, esse modelo foi sendo adaptado ao longo do tempo para acompanhar mudanças no estilo de vida dos consumidores, cada vez mais atentos à saúde e ao bem-estar. Hoje, 90% dos shoppings do estado oferecem clínicas de estética, e mais de 70% contam com academias, agências de viagem e farmácias. Em um estado com tantos empreendimentos desse tipo, nem todos conseguem se manter. No bairro de Artur Alvim, na Zona Leste da capital, um shopping faliu nos anos 1990 e deixou um grande espaço vazio no meio do bairro. Na Mooca, outro exemplo chama atenção: um shopping abandonado há 13 anos em plena Avenida Paes de Barros, um dos endereços mais valorizados da região. Os que resistem ao tempo perceberam que o sucesso não depende apenas de um mix variado de lojas e serviços. Em uma cidade marcada por extremos climáticos, os shoppings também passaram a funcionar como refúgio contra o calor intenso ou a chuva. Segundo Humai, "em São Paulo, sobretudo, a gente tem umas especificidades que favorecem esse equipamento, que é a dificuldade de locomoção, aspectos climáticos e de segurança, que fortalecem as características de um shopping". O shopping tem temperatura constante, é muito seguro, tem acesso fácil com estacionamento e modais de transporte público, além de um mix de serviços, compras e entretenimento muito amplo, que faz com que a pessoa, no corre do dia, consiga ir a um local e resolver a sua vida. Para os próximos anos, a Abrasce projeta crescimento. A associação estima que, em 2026, o faturamento dos shoppings tenha aumento de quase 1,5%. A expectativa é de que esse avanço seja impulsionado pelo aumento do orçamento das famílias com a isenção do Imposto de Renda e também pela Copa do Mundo, que tradicionalmente movimenta bares e restaurantes nos dias de jogos. Movimentação no Shopping Piracicaba no domingo (18) Reprodução/EPTV