Venezuelana que vive no interior de SP relata dificuldades enfrentadas por familiares após terremotos: 'Muita gente desaparecida'
Edifício residencial desaba na cidade de Tucacas, na Venezuela, após forte terremoto Uma jornalista venezuelana que mora em Presidente Prudente (SP) relatou m...
Edifício residencial desaba na cidade de Tucacas, na Venezuela, após forte terremoto Uma jornalista venezuelana que mora em Presidente Prudente (SP) relatou momentos de angústia enquanto tentava contato com familiares que vivem na Venezuela, país que foi atingido por dois fortes terremotos nesta quarta-feira (24). Pelo menos 164 pessoas morreram. Paola Romero Cova contou ao g1 que chegou a perder contato com um primo que estava em uma das regiões mais atingidas pelos tremores e que, por várias horas, a família não soube se ele havia se ferido ou mesmo se estava vivo. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp "Tenho um primo que estava desaparecido, mas a gente já conversou com ele e ele está bem. Mas, ele está bem afetado emocionalmente", relatou Paola. A jornalista conta ainda que parte da família dela vive em uma cidade onde os efeitos dos terremotos foram menos intensos. Já outros parentes estudam na região próxima ao epicentro e relataram para ela cenários de destruição e medo. "Foi muito feio. Muitas pessoas idosas não conseguiam sair, caíram muitas edificações e tem muita gente desaparecida. As pessoas estão até agora assustadas, por conta do que aconteceu e porque se esperam outras réplicas", disse a venezuelana. Jornalista venezuelana fala sobre medo na situação do país enquanto mora no Brasil Paola Cova/Arquivo Pessoal LEIA TAMBÉM Jornalista venezuelana que vive no Brasil relata medo e incerteza sobre situação do país: 'Nunca aconteceu isso' Motorista é preso após ser flagrado transportando mais de 4 toneladas de maconha no interior de SP De aluno a colega de farda: ex-participante do Proerd reencontra instrutor quase 10 anos depois no interior de SP TRE prevê novas eleições para prefeito e vice em Martinópolis; entenda como funciona Dificuldades e danos Paola também relatou dificuldades de comunicação com os familiares após os tremores. De acordo com ela, o fornecimento de energia elétrica e os serviços de internet foram afetados em diversas localidades. "Caiu toda a rede elétrica e da internet [...] Eles [familiares que moram na Venezuela] falaram para mim que está muito tempo de chuva, que o clima está muito estranho. Ainda tem lugares onde não tem eletricidade, então a comunicação está bem difícil", explicou. Além dos danos causados pelos terremotos, Paola afirma que a precariedade da infraestrutura no país dificulta os trabalhos de resgate, embora reconheça o esforço das forças de segurança e das equipes de socorro. "Os centros de saúde não estão capacitados para o que aconteceu. O pessoal de resgate, a policia, eu tenho certeza que estão fazendo o melhor que conseguem, mas não é mentira que tem muita falta de insumos e de pessoal capacitado para isso. Então deixa a situação pior", expressou a jornalista. Mesmo vivendo no Brasil, ela acompanha com preocupação as notícias que chegam da Venezuela e diz que o sentimento é de impotência. "Muita impotência. É um país que já passou por tantas coisas, somos pessoas que já vivemos tempos bem difíceis, tristes, e quando você sente que até a natureza está tentando falar alguma coisa para nós, é difícil", concluiu Paola. Jornalista venezuelana fala sobre medo na situação do país enquanto mora no Brasil Paola Cova/Arquivo Pessoal Terremotos Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24) e provocaram pelo menos 20 réplicas nas horas seguintes, segundo o governo venezuelano. Prédios desabaram na capital do país e em outras cidades. Os dois abalos ocorreram pouco após as 19h no horário de Brasília e com menos de um minuto de diferença entre eles. epicentro do terremoto principal foi localizado próximo à cidade de El Guayabo, a cerca de 160 quilômetros de Caracas. Até a última atualização desta reportagem, o número de mortos após os dois tremores que devastaram a Venezuela subiu para 164, segundo autoridades nesta quinta-feira (25). O total de feridos também foi atualizado para 971, enquanto mais de 10 mil pessoas seguem desaparecidas. AO VIVO: Veja as últimas atualizações do terremoto Diversos prédios desabaram ao longo da Venezuela por conta dos dois tremores. A busca por vítimas continua nesta quinta, e mais de 500 equipes de emergência estão trabalhando para tirar sobreviventes dos escombros. Venezuelanos comemoram resgates após terremoto Imagens da imprensa e das redes sociais mostram a comemoração dos venezuelanos a cada sobrevivente encontrado com vida após os tremores, considerados os piores a atingirem o país em 100 anos. Assista ao vídeo acima. O Itamaraty disse na noite de quarta-feira que não há notícias de brasileiros entre as vítimas do terremoto na Venezuela. Terremoto de magnitude 7.1 faz prédios desabarem na Venezuela Jornal Nacional/ Reprodução *Colaborou sob supervisão de Larissa Pandori Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM